O que é fissura labiopalatina?

    A fissura labial pode variar desde um pequeno entalhe na parte avermelhada do lábio superior até a separação completa em um ou ambos os lados do lábio, estendendo-se para cima e para dentro do nariz. Uma fenda de um lado do lábio é chamada de unilateral, uma fenda de ambos os lados é chamada de fenda bilateral.
    A fissura palatina ocorre quando o céu da boca não se juntou completamente. A parte de trás do céu da boca (sentido da garganta) é chamada de palato mole e a frente do céu da boca (sentido dos dentes) é chamado de palato duro. Se você sentir o interior de sua boca com sua língua, você será capaz de perceber a diferença entre o palato mole e duro. Uma fenda pode afetar o palato mole, o palato duro e o palato mole e duro.
    A imagem abaixo mostra alguns tipos de fissura:
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Qual a causa?
         Apesar de 1 em 650 crianças nascerem com fissura no Brasil, a causa para a fissura labiopalatina ainda não é conhecida. Sabe-se o que ocorre durante a gestação, mas não por que isso ocorre.
O meu bebê é saudável?
       Algumas pessoas tendem a associar a fissura labiopalatina com dificuldades de aprendizado ou outras patologias. A fissura pode ocorrer concomitantemente com outras patologias, mas ela em si, não é causa. A maioria dos bebês que nascem com fissura labiopalatina são saudáveis e podem apresentar as mesmas doenças que uma criança que nasça sem a fissura labiopalatina.
      O tratamento da fissura labiopalatina é realizado desde o nascimento da criança e envolve profissionais de áreas como: cirurgia plástica, fonoaudiologia, ortodontia, genética, pediatria, psicologia. Embora a fenda labiopalatina não seja uma condição susceptível a afetar a saúde geral da criança, existem algumas áreas nas quais ela pode precisar de mais incentivo e apoio que outras crianças.
         As áreas fonoaudiológicas que a criança precisará de mais atenção são:
  • Amamentação: A maioria dos bebês com fissura labiopaalatina amamentam muito bem, mas alguns podem precisar de uma ajuda extra. Muitas famílias são orientadas de maneira errada quanto a alimentação das crianças com fissura labiopalatina, fazendo as mães acreditarem que elas não podem amamentar seu filho no seio. A fissura labiopalatina não é um impedimento para amamentar nos seios, mas cada caso deve ser analisado de forma individual. Por isso, é muito importante ter profissionais especializados em fissura por perto para dar as orientações certas.
  • Fala: Algumas crianças com fissura labiopalatina apresentam dificuldades ao falar. O palato se movimenta ao falarmos, controlando a quantidade de ar que sai pela boca e pelo nariz. Nestes casos de fissura, o ar que deveria sair pela boca para produzir os sons, escapa pelo nariz. Crianças que ainda não operaram o palato, conseguem fazer sons mais nasais, como /M/, /N/ e vogais. Após operarem o palato, as crianças ainda têm dificuldade em produzir os sons corretamente. No entanto, essas dificuldades podem ser superadas com a atenção precoce de um fonoaudiólogo.
  • Audição: Algumas crianças que nascem com fissura labiopalatina podem ter alguns problemas temporários de audição. Isso é resultado de um excesso de liquido dentro do ouvido, uma condição que é bem comum em crianças nascidas sem fissura e pode ser facilmente tratada. A maior parte dessas dificuldades irão desaparecer nos primeiros anos de vida.
        A avaliação e o acompanhamento precoce são alguns dos fatores que contribuem para o sucesso do tratamento fonoaudiológico!