Zzzzumbido!

Hoje (18 de abril) é o dia mundial do Zumbido, esse sintoma que pode ser percebido de diferentes formas (apito, chiado, grilo, cachoeira…) pode ter também diferentes causas e tratamentos.

A matéria publicada na Veja online em novembro de 2014 fala um pouco sobre esse sintoma muito incômodo:

O zumbido no ouvido é um barulho incômodo que uma pessoa escuta sem a existência de uma fonte sonora. De acordo com a Associação Americana de Zumbido (ATA, na sigla em inglês), 20% das pessoas convivem com o problema. Entre os idosos acima dos 70 anos, a incidência é de 25%.

Há zumbido agudos e graves, semelhantes a barulhos como apito, chiado, cachoeira, panela de pressão, motor e grilo. O incômodo é comum depois que um indivíduo frequenta ambientes ruidosos, como festas e shows, que podem destruir as células do ouvido. Caso o ruído permaneça no dia seguinte ao evento, é preciso procurar um médico. “O zumbido costuma ser consequência da perda de audição. Ele é uma tentativa do sistema responsável pela audição em compensar a falta do estímulo que deveria estar presente”, explica Rinaldo Lopes de Melo, otorrinolaringologista do Hospital Norte D’Or, no Rio de Janeiro.  

Causas — Além da perda de audição, doenças neurológicas, acúmulo de cera no ouvido, depressão e dieta inadequada estão entre as causas do problema. No caso dos fatores fisiológicos, a sensação é desencadeada por falhas na vascularização do ouvido. Com a passagem sanguínea insuficiente, as células têm menos oferta de oxigênio e não conseguem se nutrir adequadamente, o que prejudica o metabolismo da região. Já a depressão altera os neurotransmissores responsáveis pela audição. 

Outra causa é o uso excessivo de medicamentos como ácido acetilsalicílico, anti-inflamatórios e antibióticos. “Essas drogas podem prejudicar a irrigação sanguínea na orelha interna ao promover a vasoconstrição ou modificar a oferta de nutrientes para as células da região ao alterar o metabolismo de carboidratos e lipídeos”, explica Estelita Betti, otorrinolaringologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.  

Tratamento – De acordo com Lopes de Melo, não existe um único tratamento eficaz para todos os tipos de zumbido. “Algumas medidas diminuem e eliminam o problema. O sucesso do tratamento depende das causas do zumbido e da resposta individual”, diz Lopes de Melo.

As terapias mais utilizadas são à base de medicamentos — vasodilatadores, anticonvulsivantes, ansiolíticos ou antidepressivos —, uso de aparelhos de amplificação sonora, estimulação magnética transcraniana e a chamada Tinnitus Retrainig Therapy (TRT), que consiste em habituar o paciente a conviver com o som a ponto de não notá-lo. Em casos de depressão, recomenda-se acompanhamento psicológico.

Fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/saude/sete-causas-do-zumbido-no-ouvido

Como visto na matéria da Veja, o tratamento do zumbido geralmente é multidisciplinar. O fonoaudiólogo atua tanto na terapia sonora (realizando a adaptação de aparelhos auditivos quando há perda auditiva, e/ou enriquecimento sonoro por meio de adaptação de geradores de sons individuais e ambiental) e nas terapias de habituação e de aconselhamento.

O essencial é procurar ajuda de um especialista para que a causa do zumbido seja investigada e o tratamento mais adequado realizado.